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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O CORPO É UM MANEQUIM !!!


 Senhora Granham, oleo sobre tela de Thomas Gainsborough, 1777.
                                                     Moda Atual

                                            Corpo é um manequim

Em nosso tempo presente vivenciamos muitas mudanças que tem levado o homem ao progresso e ao mesmo tempo a “escravização” da sua própria criação, é o tipo da coisa “o feitiço se vira contra o feiticeiro”. Sendo assim um dos pontos relevantes a se refletir nesse contexto é a busca da beleza, ou melhor, do corpo perfeito, do vesti-se bem e destaca-se entre tantos nessa sociedade que avalia o individuo da maneira mais mesquinha e interesseira: “você é o que veste e o que tem”. Sendo assim, o nosso olhar se volta a mostrar que no século XVIII, quando a burguesia era a classe ascendente as roupas indicava a posição social do homem, cada detalhe fazia a diferença no traje coisa semelhante com hoje. O texto abaixo é um fragmento do livro Declínio do homem público: As tiranias da intimidade de Senneter.

            “Há dois séculos, sair as ruas de Londres ou de Paris era algo manipulado a fim de conter os mais preciosos indicadores do estrato social: criados eram facilmente discerníveis de trabalhadores manuais. O tipo de trabalho poderia ser lido a  partir das roupas  especificas adotadas pelos ofícios, bem como se reconheceria o status de um trabalhador dandos-se uma olhada rápida em certas fitas e botões que usava. Nas posições medias da sociedade, advogados, guarda-livros e mercadores usavam decorações, perucas e fitas dinstintivas. Os ocupantes das posições superiores da sociedade apareciam na rua em trajes que não apenas os distinguias das ordens inferiores como também dominavam a rua.[...]
Os trajes da burguesia e da elite mais abastada intrigariam os olhares modernos. Havia manchas de pigmentos vermelhos espalhadas pelo nariz ou pela testa, ou em volta das faces; as perucas eram enormes e trabalhadas; o mesmo ocorria com os toucados femininos, que, além disso, continham modelos de navios, bastantes minuciosos, entremeados aos cabelos, cestos de frutas, ou até figuras mesmos cenas históricas representadas por figuras em miniaturas[...] Usavam-se máscaras, mas somente pelo prazer de tira-las com freqüência. O corpo parecia ter-se tornado um brinquedo com o qual era divertido brincar”
    
SENNETER, Richard. O declínio do homem público: as tiranias da intimidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. P 89-90.


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